Quando eu era criança gostava de escrever.
Pena que isso não me fez um bom redator, nem criativo e nem sequer ter uma boa letra.
Mesmo assim gostava.
Com 8 anos escrevi um compilado de informações sobre dinossauros o qual carinhosamente chamo de "meu primeiro livro".
Na adolescência escrevi diários contando as aventura amorosas que tive.
Na juventude (auge da minha religiosidade) escrevia orações que eu chamava de Devocionais.
Agora adulto me vejo escrevendo mais uma vez, essencialmente quando estou triste ou preocupado.
Daí o nome ARCO Cinza.
O acróstico com minhas iniciais e a palavra cinza remetem a isso, quando me sinto cinza.. triste ou preocupado. Como se o arco-íris perdesse as cores.
Não sou de me abrir muito com as pessoas no que se refere a contar meus problemas por isso recorria a escrita.
Ali eu desabafava sem o olhar crítico ou penoso de alguém e, acredite, escrevia também o meu alento ou o que deveria fazer pra me sentir melhor.
Me delicio relendo meus escrito. Rio de mim mesmo da ingenuidade pueriu, lamento coisas que fiz e principalmente aprendo.
Como podes ver estou escrevendo e isso significa que estou em cinzas.
Tenho estado, como falei, triste e preocupado com mais frequência do que de costume.
Entretanto gostaria de manter o hábito de escrever não só quando estou nesta situação.
Quero aprender mais com minhas próprias ações e refletir sobre o que tenho feito comigo mesmo e com os outros.
Espero aproveitar-me desta triste e fraca situação para erguer-me como nunca antes.
Esplêndido como uma fênix que ressurge...
...das cinzas.
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